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Para respondermos a esta questão devemos primeiramente diferenciar estas duas definições para o profissional da área contábil.
O guarda-livros era a figura do profissional que passou a cuidar da contabilidade das empresas brasileiras a partir de 1.920.
Este profissional normalmente era muito bem intencionado, mas com pouco conhecimento técnico, pois aprendia com a prática.
Já o controller é figura mais moderna do profissional da área contábil, pois é um gerente que administra todas as informações importantes das empresas.
Com a globalização da economia a necessidade de informações confiáveis torna-se cada vez mais imprescindível no processo decisório das empresas, pois estas servirão de base para tomadas de decisões acertadas e seguras.
Para se preparar informações com esta importância é necessário que o profissional busque o aprimoramento contínuo. Este aprimoramento se dá através da qualificação necessária ao atendimento desta demanda.
Com a revolução tecnológica que passamos a viver principalmente a partir do ano de 1994 em diante houve uma facilitação do trabalho contábil, pois a informática veio diminuir o nível de “esforço braçal” no preparo das informações contábeis, e abrir espaço para uma outra atividade que é o “pensar”, o contador precisa mais do que nunca estar preparado e qualificado para pensar e assim auxiliar nas tomadas de decisões das empresas que ele representa.
A economia de hoje é extremamente volátil, isso cria uma corrente de adaptações, pois as empresas precisam se adaptar a esse novo modelo para poderem sobreviver, e por sua vez os contadores precisaram se adaptar às novas exigências das empresas, para que tenham condições de participarem deste novo processo.
A nossa classe não pode achar que somente as empresas devem se adaptar às novas realidades do mercado, pois este erro poderá custar a nossa sobrevivência, se não conseguirmos suprir as novas exigências das empresas no mundo competitivo de hoje, estas buscaram outros profissionais para preencherem esta lacuna, ou o que é pior, poderão ser excluídas do mercado e junto com elas nós também.
Se não encararmos as mudanças, mudando o perfil da nossa classe corremos o risco de continuarmos a ser o mesmo guarda-livros de 1.920.
Como não estamos mais em 1.920 e a realidade hoje é outra completamente diferente, precisamos mais do que nunca ser controllers para que possamos participar do processo decisório das empresas e assim contribuirmos para o crescimento das mesmas e também do país.Este caminho passa necessariamente pela qualificação profissional contínua.
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