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Um dos fardos mais pesados, despejado nas costas do conjunto da sociedade e que se convencionou chamar custo Brasil, tem sido o drama enfrentado pelos setores produtivos e trabalhistas. E, dentro deste custo, o maior peso é representado pela estrutura tributária. São poucos os que agüentam, raros suportam, e a maioria, sempre que pode, se vale dos artifícios da sonegação.
É impossível conciliar o desenvolvimento econômico com a atual política de juros escorchantes e com uma voracidade tributária sem precedentes.
Prova disso são os resultados apresentados pelo IBGE, especialmente em relação ao desemprego crescente. Precisamos urgentemente corrigir os rumos ou teremos mais uma década perdida neste país. Como contabilistas que somos, cabe a nós orientar as empresas no sentido de adequá-las à realidade tributária e, mais do que isto, prestar um inestimável serviço ao governo no que tange à arrecadação de impostos e taxas públicas.
De há muito, milhares de empresários da indústria e comércio, entregaram ao presidente da Câmara dos Deputados, reivindicações no sentido de que fosse votada, com urgência que o caso requeria, a reforma tributária. Contudo, perderam-se tempo e dinheiro, já que o calhamaço contendo as reivindicações encontra-se paralisado e engavetado no Congresso Nacional; esquecendo-se as autoridades de que essa é a condição essencial para o país voltar a crescer de forma sustentada e definitiva.
Nós, contabilistas, estamos dando nossa parcela de contribuição para melhorar o país, ao prestar um grandioso serviço à pátria, seja assessorando as empresas para cumprir a sua obrigação junto ao país, seja ajudando no controle das contas públicas ou orientando e incentivando políticas de responsabilidade social.
Como dizia o cantor e compositor Geraldo Vandré “quem sabe faz a hora, não espera acontecer” é o momento em que o governo terá que assumir a sua responsabilidade perante a nação, que cobra o surgimento de um Brasil onde as pessoas tenham dignidade, trabalho, saúde e educação e não apenas o assistencialismo protecionista como forma propulsora de seu desenvolvimento.
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