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Pólo de gemas e jóias mineiro espera conquistar novos clientes

Feira Internacional de Pedras Preciosas e Feira Livre de Pedras Preciosas devem atrair 15 mil visitantes entre os dias 8 e 12 de agosto de 2007

A cidade mineira de Teófilo Otoni, uma das maiores produtoras de gemas e jóias do Brasil, recebe entre os dias 8 e 12 de agosto visitantes de todo o mundo, atraídos pelo brilho intenso de águas marinhas, esmeraldas, topázios, ametistas e turmalinas produzidas na região. A Feira Internacional de Pedras Preciosas (Fipp) e a Feira Livre de Pedras Preciosas devem atrair 15 mil pessoas ao município da região do Vale do Mucuri.

A Feira Livre irá expor, além das gemas, o artesanato mineral em 220 estandes. A Fipp, realizada dentro de um pavilhão, terá 103 expositores. As feiras são realizadas em parceria pela Associação de Comerciantes e Exportadores de Jóias e Gemas do Brasil (GEA) e pela Associação dos
Corretores do Comércio de Pedras Preciosas de Teófilo Otoni (Accompedras). É um momento de ampliar mercado, conquistar novos clientes que vêm atraídos pela concentração das principais empresas do setor, explica o presidente da GEA, Edmilson Alves Pereira.

O evento é apoiado pelo projeto de Gestão Estratégica Orientada para Resultados (Geor) liderado pelo Sebrae em Minas para o desenvolvimento do setor. Trabalhamos desde o garimpo até a lapidação, a comercialização e o turismo de negócios envolvido na exploração de pedras preciosas em Teófilo Otoni, explica o técnico do Sebrae em Minas Gerais, Cirilo Jardim.

Como a atividade surgiu de uma vocação natural da região, o desenvolvimento foi espontâneo e os diversos elos da cadeia hoje carecem de organização. Temos entidades de comércio e o sindicato dos garimpeiros, mas ainda acreditamos que uma cooperativa poderia trazer benefícios tanto para os garimpeiros quanto para a lapidação, diz.
Segundo Cirilo, a criação das entidades permitiria compra de
matéria-prima e até a venda em conjunto.

O turismo de negócios na região também pode ser mais bem aproveitado.
Queremos criar produtos para que as pessoas que vêm por causa das
pedras permaneça por mais tempo, explica o técnico do Sebrae em Minas.

Além da extração, a cidade conseguiu também se tornar um pólo de lapidação e comercialização de pedras preciosas em vez de vender a pedra bruta. Potencializamos a cadeia e agregamos valor ao produto, diz Guilherme Bamberg, secretário municipal de meio ambiente e recursos naturais da cidade e diretor executivo da GEA.

O presidente da GEA ressalta a importância do projeto Geor no momento de dólar desfavorável para os exportadores. Pela primeira vez nos organizamos para planejar. Quando apontamos rumos e prevemos os próximos passos, o imprevisto fica mais fácil de lidar, acredita.

Eliza Caetan (Agência Sebrae)


 

 

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